desabafos de mim

Um esboço de poesia passado a tinta, grafado em papel antigo do verdadeiro antigamente e que verdadeiramente nos precede.

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Nome: b
Local: Aveiro, Portugal

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Asas do pensar

Sob o calor do Sol.
O pensar ganha asas e vai...
sem controle, vai.
Atravessa o oceano e procura-te.
Aí estás.
Longe mas perto da lembrança.
Daquele último olhar que prometeu outros,
muitos,
incontáveis olhares que tanto espero rever.

B.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Espectro de ti

Ao longe,
aí estás.
No cimo da montanha, acenando,
apelando-me a caminhar até ti.
E eu que faço?
Perco-me na indecisão.
Se vou poderei perder-me.
Se fico perdida ficarei.
Rodeio a alma, a minha e a tua.
Rodopio com o vento que me faz levitar.
Confusa.
Estou confusa.
Arrisco-me montanha acima.
Quando chegar.
Ainda estarás aí?
Ou, apenas espectro do meu desejo,
Vais com o vento para o cimo da outra montanha,
Que a lúcida cegueira me oculta?

B.

Num instante o coração, tatuado

Passei.
Parei.
Olhei-te.
Num eterno segundo,
abri e fechei os olhos...
E nesse eterno segundo,
tatuei-te em meu coração.

Relógio de sol

Mostraste-me o relógio mágico
na praia das mil areias.
Fizeste dele um pendulo,
balançaste-o à frente dos meus olhos.
Conhecia, já, esse relógio mágico,
e, mesmo assim, deixei-me levar...
Eis-me, portanto, aqui,
Irremediavelmente perdida em ti.

B.

Sábado, Junho 06, 2009

Naked bodies are on their way

Naked bodies are on their way
to an unknown destiny,
searching for that Light
they've once saw,
in that blink of an eye.

Was it real?
Does It belong to the reality we know?
Is its source running?

They really don't know.
We really don't know.

They've started the way,
when their hearts were tattooed...

And since then:
They really don't know.
We really don't know.

Now their path(os) is eternal.
Moving towards an eternity of happiness,
known only by few.

We're you a chosen one?

B.

Livro...

Quando te olho,
é uma nova página que viro.
Se te falo,
um livro inteiro fica escrito.

B.

Domingo, Julho 13, 2008

Viagens... in-acabadas

Ainda que bata asas e vá.
Ainda que voe para lá das montanhas e dos vales.
Ainda que os olhos sejam capaz de ver para lá do horizonte,
É sempre a ti que vou ter.
É por ti que o meu coração ainda bate,
ainda que lhe falte, para que a cadência dos batimentos seja certa,
aquele pequeno pedaço que levaste e não trouxeste de volta.
E ainda que finalmente eu seja.
E ainda que finalmente tenha nascido alguém.
Serei hoje, e eternamente, um mundo inacabado.

Quinta-feira, Março 27, 2008

POETA NÃO SOU

POETA NÃO SOU,
MAIS.
E, SE ESCREVO,
SÃO AS PALAVRAS
FRUTO DE UM DITADO
DE ALGUÉM QUE,
ANTES E DEPOIS DE MIM,
EXISTE.
QUEM É?
QUEM SOU?
UMA SOMBRA
DO PASSADO.
UM TRAÇO
DO FUTURO.

Sexta-feira, Março 14, 2008

Luz, mão e coração

O que dizer,
Quando os sentidos,
Ébrios de luz,
Se perdem
Na eterna ilusão
De uma mão,
Que,
Suavemente,
Me toca
o Coração.
B

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Maré vaza...

Esvaziei-me de conteúdos,
Para ti.
Se tocares à minha campainha,
É bom que saibas agora
Que...
Fui.
Aprendi a voar, finalmente.
E vou.
Vou com as aves.
E sigo um rumo.
Vou em busca do Nada.
A ver se encontro o Tudo.

B